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Aqui encontrará notícias, artigos, conselhos e esclarecimentos para acompanhar o setor e tomar decisões com mais segurança e confiança.

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Quer esteja à procura de casa, a pensar vender o seu imóvel ou simplesmente interessado em acompanhar o mercado, este fórum foi pensado para o ajudar a compreender melhor o universo imobiliário de forma simples, clara e profissional.


Na Real Foz, acreditamos que a informação é uma parte essencial de qualquer decisão imobiliária. Por isso, criámos este espaço para o manter atualizado e mais preparado para enfrentar o mercado com confiança.

Fórum Imobiliário Real Foz

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Investidores de casas para arrendar serão indemnizados se a lei mudar

Inseridos no pacote fiscal, os contratos de investimento para arrendamento têm muitos benefícios fiscais

e garantias futuras.

Inseridos no pacote fiscal, os contratos de investimento para arrendamento têm muitos benefícios fiscais e garantias futuras.

Uma das novidades incluídas no pacote fiscal para a habitação do Governo diz respeito aos contratos de investimento para arrendamento, que dão um conjunto alargado de benefícios fiscais aos investidores institucionais que construam casas para arrendar a preços moderados (como a isenção de IMT e IVA reduzido na construção, por exemplo). 

​​​​​​​

Este novo regime deixa uma garantia aos investidores de longo prazo: se a lei mudar, terão direito a uma indemnização.


A pensar em projetos de habitação para arrendar de grande escala - onde se insere o conceito de build to rent -, o Governo de Montenegro criou os contratos de investimento para arrendamento (CIA), especialmente destinados a investidores institucionais com capacidade técnica e de gestão, e com olhar no longo prazo.



Os CIA abrem, assim, a possibilidade de celebrar contratos de longo prazo com o Estado, através do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), por um período até 25 anos. O objetivo deste regime, que entra em vigor a

1 de setembro de 2026, passa por colocar mais casas para arrendar no mercado a preços moderados, ou seja, até

2.300 euros. 


De forma a atrair os investidores institucionais a construir casas para arrendar, o Governo deixa garantias.

Por um lado, dá um conjunto alargado de benefícios fiscais, desde a isenção de IMT ao IVA a 6% na construção, por exemplo.  E, por outro lado, assegura que os investidores têm direito a uma indemnização caso a lei mude. 


É isso mesmo que diz o Decreto-Lei n.º 97/2026, publicado em Diário da República a 20 de maio, que aprova as medidas de desagravamento fiscal para o fomento de oferta de habitação: “As alterações legislativas e regulamentares que alterem o regime de fixação e atualização de rendas ou outro regime contratual relevante, que afete o equilíbrio económico-financeiro dos contratos celebrados ao abrigo de um CIA, conferem ao investidor o direito a indemnização, nos termos do disposto no artigo 282.º do Código dos Contratos Públicos”.

O que é preciso para assinar um contrato

de investimento

para arrendamento?

O que é preciso para assinar um contrato

de investimento para arrendamento?

Para tirar partido dos benefícios fiscais dos CIA, o Governo deixou uma série de condições que os investidores têm de cumprir. 

​​​​​​​Desde logo, a área destinada a arrendamento habitacional tem de corresponder a, pelo menos, 70% da totalidade construída, e o valor das rendas tem de ser moderado.


“A área de construção de edifícios a destinar a arrendamento habitacional corresponda, pelo menos, a 700/1000 da totalidade da área de construção de edifícios abrangida, podendo o remanescente ser afeto a usos complementares ou compatíveis com a habitação”, lê-se no decreto-lei.


O valor mensal da renda dos contratos de arrendamento habitacional ou arrendamento para subarrendamento habitacional tem de ser moderada, ou seja, até 2.300 euros. Há possibilidade de atualização anual da renda, de acordo com os coeficientes de atualização legais aplicáveis à data da celebração do CIA.


Além disso, o investidor institucional (fundo, sociedade, veículo de investimento) tem de possuir “capacidade técnica e de gestão”, ter contabilidade organizada e “apresentar a situação fiscal e contributiva regularizada”, refere o diploma.


Estes investidores, ao abrigo do CIA, comprometem-se a investir “na construção, reabilitação ou aquisição de imóveis destinados a arrendamento habitacional ou arrendamento para subarrendamento habitacional”. Além disso, “têm de disponibilizar todos os elementos que lhe forem solicitados pelas entidades competentes [como o IHRU] para a fiscalização e acompanhamento da execução do contrato”. E também estão proibidos de vender os ativos sem transmitir também a posição contratual.    

Quais os benefícios fiscais dos CIA? 

Quais os benefícios fiscais dos CIA? 

Para atrair investidores institucionais a construir casas para arrendar no longo prazo, nos termos do CIA, o Estado oferece um conjunto alargado de benefícios fiscais: 


  • isenção de IMT e de Imposto do Selo na compra de terrenos e prédios para construção ou reabilitação para arrendamento, bem como na aquisição de prédios urbanos ou frações já construídos para o mesmo fim; 


  • isenção de IMI até oito anos a contar do ano da aquisição. Depois, há redução de 50% do IMI durante o resto do contrato, dentro dos limites das autarquias locais


  • isenção do Adicional ao IMI (AIMI);


  • obras de construção ou reabilitação beneficiam da taxa reduzida de IVA;


  • “Restituição de 50% do montante equivalente ao IVA suportado em serviços de arquitetura e engenharia, projetos e estudos relativos à construção ou reabilitação dos imóveis (…), não incluindo projetos e estudos de obras de urbanização”, refere o diploma. Os pedidos de restituição são analisados pelo Fisco no prazo de 90 dias após confirmação da respetiva elegibilidade pelo IHRU.

Incumprimento

dos CIA retira benefícios fiscais

Incumprimento dos CIA retira benefícios fiscais

O IHRU pode propor a resolução do CIA, quando não haja uma ou mais destas três situações, estabelece o decreto-lei. 

​​​​​​​Quando se verifique o incumprimento das condições e obrigações estabelecidas no contrato, nos prazos aí fixados, por facto imputável ao investidor. Quando não haja cumprimento atempado das obrigações fiscais e contributivas por parte do investidor. Ou ainda quando se verifique a “recusa injustificada em fornecer informações e documentos demonstrativos do cumprimento das condições e deveres estabelecidos (…) ou fornecimento de informações ou documentos falsos a esse respeito”.


A resolução destes contratos implica a perda dos benefícios fiscais atribuídos pelo CIA até à data da notificação dessa resolução, e o consequente pagamento dos montantes correspondentes às seguintes percentagens:

  • Incumprimento ocorrido durante os primeiros 10 anos de vigência, 100%;


  • Incumprimento ocorrido após o decurso de 10 anos de vigência do CIA e antes de faltarem cinco anos para o termo do seu prazo de vigência, 50%;


  • Incumprimento ocorrido nos últimos cinco anos de vigência, 30%.

Estes valores devem ser pagos no prazo de 30 dias, contados da notificação da resolução do contrato, “acrescidas de juros compensatórios, nos termos do artigo 35.º da Lei Geral Tributária, havendo lugar a procedimento executivo na falta de pagamento dentro daquele prazo”, informa ainda o diploma.

O que o algoritmo não compra​​​​​​​

A conversa sobre Inteligência Artificial no imobiliário não é, no fundo, sobre tecnologia.
É sobre profissionalização.

A maioria dos artigos sobre Inteligência Artificial no imobiliário oscila entre dois extremos: o entusiasmo fácil e o alarmismo sobre o fim da profissão.


Segundo o Technology Survey da National Association of Realtors, 68% dos agentes já usam IA diariamente. Apenas 17% dizem que isso teve impacto real no negócio.


A IA já faz muito mais do que a maioria imagina.


Hoje, qualquer consultor consegue criar anúncios em segundos, fazer home staging virtual a partir de uma fotografia, responder automaticamente a leads de forma quase indistinguível de um humano, construir análises de investimento com cálculo dinâmico ou identificar padrões que indicam quem tem maior probabilidade de vender.


Uma parte relevante do trabalho já pode ser automatizada. E, ainda assim, isso não se traduziu numa melhoria proporcional dos resultados.


O problema não são as ferramentas.

É o que fazemos com elas.


Quando todos têm acesso às mesmas ferramentas, todos começam a produzir o mesmo.

O cliente abre o Instagram e encontra os mesmos reels, as mesmas músicas, as mesmas legendas inspiracionais. Durante anos, o mercado repetiu que era preciso ganhar visibilidade, criar marca, ganhar voz.

Funcionou enquanto era raro e único.

A IA tratou de eliminar essa raridade.


E é aqui que a conversa deixa de ser sobre consultores e passa a ser sobre o consumidor.


Porque, no meio deste ruído, as famílias estão a tomar a maior decisão financeira da sua vida.

Segundo o IMPIC, as reclamações contra mediadoras atingiram, em 2025, um máximo histórico, com quase 2.500 ocorrências.

E os motivos continuam a ser básicos: falhas de acompanhamento, incumprimentos e práticas indevidas.


Hoje, o comprador chega à visita com comparativos de preço gerados por IA, a evolução do valor por metro quadrado, a planta do imóvel redesenhada num simulador 3D e a projeção de rentabilidade.


O vendedor, do outro lado, também já fez o trabalho de casa, sabe quanto vale, sabe sobre a isenção das mais-valias e os moldes do reinvestimento.


E tudo isto é verdade, até ao momento em que alguém tem de estar, de facto, na sala.


Porque só o humano ouve, percebe, nota o comprador a sorrir e entende quando o valor é mais emocional do que racional.


E só o humano tem a experiência de dizer a frase certa na hora certa.


Esta leitura, do espaço, das pessoas, dos silêncios e das contradições, continua a ser terreno exclusivamente humano.


A IA não é a razão destas reclamações, mas veio expor fragilidades: falta de preparação, de critérios e de exigência no setor.

Porque, quando tudo o que é básico pode ser automatizado, só sobra aquilo que realmente cria valor.


É precisamente por isso que a conversa sobre Inteligência Artificial no imobiliário não é, no fundo, sobre tecnologia. É sobre profissionalização.


E isto, mais do que uma mudança para os profissionais, é uma proteção para o consumidor.


Porque o mercado não precisa de mais conteúdo. Precisa de melhores pessoas a aconselhar decisões complexas.


Não é a IA que vai gerir isto.

São pessoas. Pessoas preparadas.

E um setor com regras claras.


A IA não veio eliminar esta profissão.

Veio obrigá-la a crescer.


No fim, o imobiliário nunca foi sobre casas.

É sobre pessoas, confiança e decisões que marcam décadas de vida.


E isso continua fora do alcance de qualquer algoritmo.

A maioria dos artigos sobre Inteligência Artificial no imobiliário oscila entre dois extremos:

o entusiasmo fácil e o alarmismo sobre o fim da profissão.


Segundo o Technology Survey da National Association of Realtors, 68% dos agentes já usam IA diariamente. Apenas 17% dizem que isso teve impacto real no negócio.


A IA já faz muito mais do que a maioria imagina.

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Hoje, qualquer consultor consegue criar anúncios em segundos, fazer home staging virtual a partir de uma fotografia, responder automaticamente a leads de forma quase indistinguível de um humano, construir análises de investimento com cálculo dinâmico ou identificar padrões que indicam quem tem maior probabilidade de vender.


Uma parte relevante do trabalho já pode ser automatizada. E, ainda assim, isso não se traduziu numa melhoria proporcional dos resultados.


O problema não são as ferramentas. É o que fazemos com elas.


Quando todos têm acesso às mesmas ferramentas, todos começam a produzir o mesmo.

O cliente abre o Instagram e encontra os mesmos reels, as mesmas músicas, as mesmas legendas inspiracionais. Durante anos, o mercado repetiu que era preciso ganhar visibilidade, criar marca, ganhar voz.

Funcionou enquanto era raro e único. A IA tratou de eliminar essa raridade.


E é aqui que a conversa deixa de ser sobre consultores e passa a ser sobre o consumidor.


Porque, no meio deste ruído, as famílias estão a tomar a maior decisão financeira da sua vida.

Segundo o IMPIC, as reclamações contra mediadoras atingiram, em 2025, um máximo histórico, com quase 2.500 ocorrências. E os motivos continuam a ser básicos: falhas de acompanhamento, incumprimentos e práticas indevidas.


Hoje, o comprador chega à visita com comparativos de preço gerados por IA, a evolução do valor por metro quadrado, a planta do imóvel redesenhada num simulador 3D e a projeção de rentabilidade.


O vendedor, do outro lado, também já fez o trabalho de casa, sabe quanto vale, sabe sobre a isenção das mais-valias e os moldes do reinvestimento.


E tudo isto é verdade, até ao momento em que alguém tem de estar, de facto, na sala.


Porque só o humano ouve, percebe, nota o comprador a sorrir e entende quando o valor é mais emocional do que racional.


E só o humano tem a experiência de dizer a frase certa na hora certa.


Esta leitura, do espaço, das pessoas, dos silêncios e das contradições, continua a ser terreno exclusivamente humano.


A IA não é a razão destas reclamações, mas veio expor fragilidades: falta de preparação, de critérios e de exigência no setor. Porque, quando tudo o que é básico pode ser automatizado, só sobra aquilo que realmente cria valor.


É precisamente por isso que a conversa sobre Inteligência Artificial no imobiliário não é, no fundo, sobre tecnologia. É sobre profissionalização.


E isto, mais do que uma mudança para os profissionais, é uma proteção para o consumidor.


Porque o mercado não precisa de mais conteúdo. Precisa de melhores pessoas a aconselhar decisões complexas.


Não é a IA que vai gerir isto. São pessoas. Pessoas preparadas. E um setor com regras claras.


A IA não veio eliminar esta profissão. Veio obrigá-la a crescer.


No fim, o imobiliário nunca foi sobre casas. É sobre pessoas, confiança e decisões que marcam décadas de vida.


E isso continua fora do alcance de qualquer algoritmo.

Mais construção,

mas ainda longe

do equilíbrio

Mais construção, mas ainda longe do equilíbrio

O número de projetos aumenta, o investimento mantém-se ativo e a paisagem urbana confirma um novo ciclo de dinamismo.


À superfície, poder-se-ia concluir que estamos mais próximos de resolver o problema da habitação.

Mas essa leitura, embora tentadora,

é incompleta.

O número de projetos aumenta, o investimento mantém-se ativo e a paisagem urbana confirma um novo ciclo de dinamismo.


À superfície, poder-se-ia concluir que estamos mais próximos de resolver o problema da habitação.

Mas essa leitura, embora tentadora, é incompleta.

A realidade é mais exigente: há mais casas, mas não necessariamente mais acesso a elas.


Este desfasamento não nasce do acaso nem se explica apenas pelas circunstâncias atuais.

É o resultado de um modelo consolidado ao longo de décadas, que privilegiou a propriedade em detrimento de uma estratégia consistente de habitação pública e de um mercado de arrendamento estruturado.

Durante anos, esse equilíbrio foi suficiente. Hoje, revela-se manifestamente curto.


Com uma base pública reduzida e sem um verdadeiro efeito estabilizador, o mercado tornou-se mais sensível à pressão da procura, à atratividade das grandes cidades e à valorização acelerada dos ativos.

O resultado está à vista: a oferta cresce, mas concentra-se onde o poder de compra é mais elevado, afastando-se, progressivamente, das necessidades da maioria.


Importa, por isso, recentrar o debate.

O problema não está apenas na quantidade de construção, mas nas condições em que ela é feita. Em Portugal, promover habitação continua a ser um exercício exigente.

Custos elevados, carga fiscal significativa e, sobretudo, um fator muitas vezes subestimado: o tempo. Processos de licenciamento longos e imprevisíveis imobilizam capital, aumentam o risco e penalizam a viabilidade de projetos com preços mais equilibrados.


Neste contexto, as decisões de investimento seguem uma lógica inevitável: procuram segurança e retorno.

Não por falta de compromisso com a habitação acessível, mas porque o sistema, tal como está desenhado, raramente a viabiliza à escala necessária.


É aqui que se joga o verdadeiro futuro do setor. Não na oposição entre Estado e mercado, mas na sua capacidade de articulação.


Ao Estado cabe criar condições: simplificar processos, garantir previsibilidade e alinhar incentivos que permitam canalizar investimento para soluções de longo prazo, nomeadamente no arrendamento.


Ao mercado cabe responder com escala, eficiência e capacidade de execução.


Mais do que construir por contruir, é preciso construir com intenção.


Porque a habitação não é apenas um ativo económico. É um fator de estabilidade, de mobilidade e de coesão social. E enquanto continuarmos a medir o progresso apenas pelo volume de construção, estaremos a adiar a resposta ao essencial: garantir que essa construção serve, efetivamente, quem dela precisa.

A realidade é mais exigente: há mais casas, mas não necessariamente mais acesso a elas.


Este desfasamento não nasce do acaso nem se explica apenas pelas circunstâncias atuais.

É o resultado de um modelo consolidado ao longo de décadas, que privilegiou a propriedade em detrimento de uma estratégia consistente de habitação pública e de um mercado de arrendamento estruturado.

Durante anos, esse equilíbrio foi suficiente. Hoje, revela-se manifestamente curto.


Com uma base pública reduzida e sem um verdadeiro efeito estabilizador, o mercado tornou-se mais sensível à pressão da procura, à atratividade das grandes cidades e à valorização acelerada dos ativos.

O resultado está à vista: a oferta cresce, mas concentra-se onde o poder de compra é mais elevado, afastando-se, progressivamente, das necessidades da maioria.


Importa, por isso, recentrar o debate. O problema não está apenas na quantidade de construção, mas nas condições em que ela é feita. Em Portugal, promover habitação continua a ser um exercício exigente.

Custos elevados, carga fiscal significativa e, sobretudo, um fator muitas vezes subestimado: o tempo. Processos de licenciamento longos e imprevisíveis imobilizam capital, aumentam o risco e penalizam a viabilidade de projetos com preços mais equilibrados.


Neste contexto, as decisões de investimento seguem uma lógica inevitável: procuram segurança e retorno.

Não por falta de compromisso com a habitação acessível, mas porque o sistema, tal como está desenhado, raramente a viabiliza à escala necessária.


É aqui que se joga o verdadeiro futuro do setor. Não na oposição entre Estado e mercado, mas na sua capacidade de articulação.


Ao Estado cabe criar condições: simplificar processos, garantir previsibilidade e alinhar incentivos que permitam canalizar investimento para soluções de longo prazo, nomeadamente no arrendamento.


Ao mercado cabe responder com escala, eficiência e capacidade de execução.


Mais do que construir por contruir, é preciso construir com intenção.


Porque a habitação não é apenas um ativo económico. É um fator de estabilidade, de mobilidade e de coesão social. E enquanto continuarmos a medir o progresso apenas pelo volume de construção, estaremos a adiar a resposta ao essencial: garantir que essa construção serve, efetivamente, quem dela precisa.

Venda de casas desce -9,4%, mas preços continuam a escalar

A venda de casas desce -9,4%, mas os preços continuam a escalar

Segundo a Confidencial Imobiliário,

“o mercado parece ter atingido o pico da sua capacidade

de crescimento, mas mantém-se a atuar nesse patamar”

e com pressão sobre os preços.

Segundo a Confidencial Imobiliário, “o mercado parece ter atingido o pico da sua capacidade de crescimento, mas mantém-se a atuar nesse patamar”

e com pressão sobre os preços.

​​​​​​​No primeiro trimestre deste ano, o mercado residencial registou uma descida de -9,4% no número de vendas, num total de 37.750 transações registadas em Portugal Continental​​​​​​​Confirma-se, assim, a tendência de menor dinamismo que se vem observando desde a segunda metade do ano passado.

 

De acordo com a análise da Confidencial Imobiliário, “estão a emergir novos fatores com impacto no mercado residencial, nomeadamente a instabilidade internacional e as expectativas de subida das taxas de juro, que tendem a condicionar a procura e o investimento em habitação”, explica Ricardo Guimarães, diretor da Ci.

 

Mas esta evolução deve ser vista com alguma perspetiva: “apesar da redução da atividade em 2026 face a 2025, o volume de transações mantém-se alinhado com a média observada desde 2019.

O mercado parece ter atingido o pico da sua capacidade de crescimento, mas mantém-se a atuar nesse patamar.”

 

Não obstante este abrandamento, os preços continuaram a subir. No primeiro trimestre deste ano, os valores de venda registaram uma subida de 4,6% em cadeia, em linha com o trimestre anterior, e de 21,1% em termos homólogos. Esta subida anual representa uma ligeira desaceleração face ao máximo histórico de 21,4% que se registou no final de 2025, mas confirma a forte pressão sobre os preços, num contexto de escassez estrutural de oferta.

No primeiro trimestre deste ano, o mercado residencial registou uma descida de -9,4% no número de vendas, num total de 37.750 transações registadas em Portugal Continental.

Confirma-se, assim, a tendência de menor dinamismo que se vem observando desde a segunda metade do ano passado.

 

De acordo com a análise da Confidencial Imobiliário, “estão a emergir novos fatores com impacto no mercado residencial, nomeadamente a instabilidade internacional e as expectativas de subida das taxas de juro, que tendem a condicionar a procura e o investimento em habitação”, explica Ricardo Guimarães, diretor da Ci.

 

Mas esta evolução deve ser vista com alguma perspetiva: “apesar da redução da atividade em 2026 face a 2025, o volume de transações mantém-se alinhado com a média observada desde 2019.

O mercado parece ter atingido o pico da sua capacidade de crescimento, mas mantém-se a atuar nesse patamar.”

 

Não obstante este abrandamento, os preços continuaram a subir.

No primeiro trimestre deste ano, os valores de venda registaram uma subida de 4,6% em cadeia, em linha com o trimestre anterior, e de 21,1% em termos homólogos. Esta subida anual representa uma ligeira desaceleração face ao máximo histórico de 21,4% que se registou no final de 2025, mas confirma a forte pressão sobre os preços, num contexto de escassez estrutural de oferta.

Nova oferta ainda não aumentou

o suficiente

Nova oferta ainda não aumentou o suficiente

A Ci destaca os sinais positivos ao nível da produção imobiliária, mas o volume de nova habitação que chega ao mercado continua abaixo dos níveis de há 20 anos. De acordo com os números do INE, no ano passado foram concluídas 26.700 habitações, marcando uma década quase consecutiva de crescimento da construção. No entanto, este valor equivale apenas a um terço do volume de produção que se registava em 2005.

 

A tendência é semelhante no caso do licenciamento. Em 2025, foram licenciados 41.830 fogos, de acordo com o INE, valor que representa pouco mais de metade dos níveis registados há 10 anos.

Também há dificuldades na concretização dos investimentos: deram entrada com pedido de licenciamento 71.980 novos fogos, mas apenas 64% dessa carteira foi alvo de emissão de licenças, efetivamente.

A Ci destaca os sinais positivos ao nível da produção imobiliária, mas o volume de nova habitação que chega ao mercado continua abaixo dos níveis de há 20 anos. De acordo com os números do INE, no ano passado foram concluídas 26.700 habitações, marcando uma década quase consecutiva de crescimento da construção. No entanto, este valor equivale apenas a um terço do volume de produção que se registava em 2005.


A tendência é semelhante no caso do licenciamento. Em 2025, foram licenciados 41.830 fogos, de acordo com o INE, valor que representa pouco mais de metade dos níveis registados há 10 anos.

Também há dificuldades na concretização dos investimentos: deram entrada com pedido de licenciamento 71.980 novos fogos, mas apenas 64% dessa carteira foi alvo de emissão de licenças, efetivamente.

Preço médio de venda atinge os

3.262 euros/m²

Preço médio de venda atinge os 3.262 euros/m²

Neste contexto de oferta limitada e procura resiliente, o preço médio de venda registado em Portugal Continental no primeiro trimestre deste ano atingiu os 3.262 euros/m². Segundo o SIR – Sistema de Informação Residencial, na habitação nova, os valores chegaram aos 4.374 euros/m², ultrapassando a barreira dos 4.000 euros/m² pela primeira vez. Na habitação usada, o preço médio ficou pelos 2.959 euros/m².

Neste contexto de oferta limitada e procura resiliente, o preço médio de venda registado em Portugal Continental no primeiro trimestre deste ano atingiu os 3.262 euros/m². Segundo o SIR – Sistema de Informação Residencial, na habitação nova, os valores chegaram aos 4.374 euros/m², ultrapassando a barreira dos 4.000 euros/m² pela primeira vez. Na habitação usada, o preço médio ficou pelos 2.959 euros/m².

Terrenos urbanos à venda para construir um sonho de raiz

Terrenos urbanos à venda para construir um sonho de raiz

Explore terrenos urbanos à venda em Portugal e começe a construir a casa dos seu sonhos, com liberdade total de escolha.

Explore terrenos urbanos à venda em Portugal e começe a construir

a casa dos seu sonhos, com liberdade total de escolha.

Se procura uma alternativa às casas à venda e quer ter total controlo sobre o projeto, os terrenos urbanos à venda são uma excelente opção.


Comprar um terreno habitável permite-lhe começar do zero, adaptando cada detalhe da casa ao seu sonho.


Neste guia, mostramos-lhe as principais vantagens de investir em terrenos urbanos, como garantir que têm todas as condições para construir e o que deve avaliar para evitar custos inesperados.

Se procura uma alternativa às casas à venda e quer ter total controlo sobre o projeto, os terrenos urbanos à venda são uma excelente opção.


Comprar um terreno habitável permite-lhe começar do zero, adaptando cada detalhe da casa ao seu sonho.


Neste guia, mostramos-lhe as principais vantagens de investir em terrenos urbanos, como garantir que têm todas as condições para construir e o que deve avaliar para evitar custos inesperados.

Quais são

as vantagens de investir em terrenos urbanos para um sonho de raiz ?

Quais são as vantagens de investir em terrenos urbanos para um sonho de raiz ?

As vantagens de investir em terrenos urbanos à venda para construir casas de raiz são extensas.

Oferecem, por exemplo, maior potencial de valorização, contrariamente a terrenos não urbanos ou com casas devolutas, onde a construção é bastante limitada.


Além disso, terá:


1. Liberdade total no projeto da casa: comprar um terreno habitável permite-te desenhar e construir a casa à tua medida, com mais controlo sobre os espaços, os materiais e as possibilidades de expansão futura;


2. Investimento inicial mais baixo: o preço de terrenos urbanos à venda é, em muitos casos, mais acessível do que o de casas já construídas, o que ajuda a gerir melhor o orçamento da construção;


3. Opções de uso variadas: um terreno urbano pode ser usado para construir a tua casa própria, para arrendar, revender ou até dividir para outros projetos, ou seja, garante uma certa flexibilidade de investimento;


4. Custos de manutenção reduzidos: ao contrário das casas, os terrenos habitáveis à venda têm encargos mínimos, como limpeza e impostos básicos;


5. Boa oferta em localizações estratégicas: terrenos urbanos em zonas com procura são mais fáceis de revender, mantendo o valor e, por vezes, até superando a liquidez de casas à venda;


6. Processo de compra menos burocrático: comprar um terreno é, muitas vezes, mais direto do que negociar casas à venda com vários donos ou inquilinos, acelerando o início do projeto.


Ao construir a casa dos seus sonhos de raiz, pode privilegiar a privacidade, integrar a natureza no seu dia a dia e criar espaços exteriores como um jardim, uma horta ou uma zona com piscina, perfeita para os dias quentes. 

As vantagens de investir em terrenos urbanos à venda para construir casas de raiz são extensas.

Oferecem, por exemplo, maior potencial de valorização, contrariamente a terrenos não urbanos ou com casas devolutas, onde a construção é bastante limitada.


Além disso, terá:

  1. Liberdade total no projeto da casa: comprar um terreno habitável permite-te desenhar e construir a casa à tua medida, com mais controlo sobre os espaços, os materiais e as possibilidades de expansão futura;
  2. Investimento inicial mais baixo: o preço de terrenos urbanos à venda é, em muitos casos, mais acessível do que o de casas já construídas, o que ajuda a gerir melhor o orçamento da construção;
  3. Opções de uso variadas: um terreno urbano pode ser usado para construir a tua casa própria, para arrendar, revender ou até dividir para outros projetos, ou seja, garante uma certa flexibilidade de investimento;
  4. Custos de manutenção reduzidos: ao contrário das casas, os terrenos habitáveis à venda têm encargos mínimos, como limpeza e impostos básicos;
  5. Boa oferta em localizações estratégicas: terrenos urbanos em zonas com procura são mais fáceis de revender, mantendo o valor e, por vezes, até superando a liquidez de casas à venda;
  6. Processo de compra menos burocrático: comprar um terreno é, muitas vezes, mais direto do que negociar casas à venda com vários donos ou inquilinos, acelerando o início do projeto.

Ao construir a casa dos seus sonhos de raiz, pode privilegiar a privacidade, integrar a natureza no seu dia a dia e criar espaços exteriores como um jardim, uma horta ou uma zona com piscina, perfeita para os dias quentes. 

Como garantir

que o terreno tem condições para construir a casa

Como garantir que o terreno tem condições para construir a casa

Antes de comprar um dos terrenos urbanos à venda para construir, é importante confirmar que o local reúne todas as condições legais, técnicas e práticas. Estes são os passos que deve prestar cuidado:


1. Confirmar se o terreno é urbano e permite construção: consulta o PDM (Plano Diretor Municipal) na câmara da zona onde está o terreno. Verifique se o uso é habitacional e se há limitações.

Peça um Pedido de Informação Prévia (PIP) para saber, por escrito, se pode construir o que tem em mente;


2. Garanta que o terreno tem infraestruturas básicas: um terreno habitável à venda deve ter acesso a eletricidade, água, esgotos, estrada pavimentada, telecomunicações e iluminação pública. 

Se estiver fora de loteamento, pode ser necessário investir nestas ligações;


3. Analise o relevo e os acessos: os terrenos planos são mais fáceis e baratos para construir.

Evite terrenos com grandes inclinações, que obrigam a obras adicionais.

Confirme também se existe acesso direto por estrada pública, sendo isto determinante para a obtenção de licença de construção;


4. Verifique a situação legal e documental: peça a Certidão de Informação Urbanística à câmara para saber todas as regras aplicáveis ao terreno. Confirme que não existem servidões, restrições ambientais ou patrimoniais que impeçam a obra.


Deve também perceber se já existe projeto aprovado. Isto é, alguns terrenos urbanos à venda já têm projeto aprovado. Isso pode poupar tempo, mas é importante confirmar se o projeto se adapta ao que pretentde ou se é possível alterá-lo. 

Como avaliar a topografia do terreno para evitar custos adicionais?

Antes de iniciar qualquer construção, é importante fazer uma boa avaliação da topografia do terreno.


Um levantamento topográfico feito por profissionais ajuda a perceber o relevo, os declives e possíveis  obstáculos naturais.


Evitam-se as surpresas à posteriori e consegue planear melhor o projeto desde o início.


Os terrenos planos e sem vegetação densa costumam facilitar o trabalho, enquanto os terrenos com muitas pedras, inclinações ou vegetação exigem mais investimento em obras de preparação, como terraplanagem ou drenagem.


Hoje em dia, existem ferramentas como drones, GPS e softwares de desenho técnico que ajudam a fazer medições mais precisas e a visualizar melhor o terreno.


Com essas informações, é possível definir com mais clareza onde vão ficar as estruturas, os acessos e os sistemas de escoamento da água.


Esta preparação evita alterações de última hora que podem sair caras e atrasar a obra.

Antes de iniciares qualquer construção, é importante fazer uma boa avaliação da topografia do terreno.


Um levantamento topográfico feito por profissionais ajuda-te a perceber o relevo, os declives e possíveis

obstáculos naturais.


Evitam-se as surpresas à posteriori e consegues planear melhor o projeto desde o início.


Os terrenos planos e sem vegetação densa costumam facilitar o trabalho, enquanto os terrenos com muitas pedras, inclinações ou vegetação exigem mais investimento em obras de preparação, como terraplanagem ou drenagem.


Hoje em dia, existem ferramentas como drones, GPS e softwares de desenho técnico que ajudam a fazer medições mais precisas e a visualizar melhor o terreno.


Com essas informações, é possível definir com mais clareza onde vão ficar as estruturas, os acessos e os sistemas de escoamento da água.


Esta preparação evita alterações de última hora que podem sair caras e atrasar a obra.

Novo regime de arrendamento acessível promete mais incentivos

Novo regime simplificado de arrendamento acessível

promete mais incentivos e rendas moderadas

O novo regime simplificado de arrendamento acessível surge como uma das medidas mais relevantes no atual debate sobre habitação, com a promessa de tornar o mercado de arrendamento mais atrativo para proprietários e investidores, sem perder de vista a necessidade de garantir rendas mais moderadas para quem procura casa.


Entre os principais benefícios anunciados está a isenção de IRS e IRC sobre os rendimentos prediais obtidos em contratos de arrendamento habitacional, bem como em situações de subarrendamento habitacional, desde que sejam respeitados os limites máximos de renda que vierem a ser definidos.


A proposta prevê ainda a aplicação da taxa reduzida de IVA de 6% em determinadas empreitadas relacionadas com habitação própria permanente ou com imóveis destinados ao arrendamento com rendas moderadas.


A estas medidas juntam-se também a redução da tributação sobre rendas habitacionais moderadas, a isenção de mais-valias reinvestidas em imóveis afetos a este tipo de arrendamento, a criação dos Contratos de Investimento para Arrendamento (CIA) e o aumento da dedução de rendas em sede de IRS.


Outro dos pontos em destaque é a definição de um critério mais objetivo para enquadrar este regime: os contratos deverão respeitar rendas até 80% da mediana do valor por metro quadrado em cada concelho.


A medida procura alinhar os valores com a realidade local e introduzir maior previsibilidade num mercado que, até aqui, tem dependido de incentivos dispersos e frequentemente pouco claros.


Apesar da ambição da proposta, continuam por esclarecer vários aspetos essenciais da sua aplicação prática.


Mantêm-se em aberto os contornos concretos para 2026, nomeadamente os limites máximos de renda, os critérios de elegibilidade, os mecanismos de fiscalização, a forma de monitorização do regime e o grau de articulação entre as diferentes entidades públicas envolvidas.


Para já, o novo regime gera expectativa e interesse no setor. No entanto, enquanto não forem conhecidos os detalhes da sua execução, permanece a incerteza sobre o verdadeiro impacto que poderá ter no mercado de arrendamento habitacional.

O novo regime simplificado de arrendamento acessível surge como uma das medidas mais relevantes no atual debate sobre habitação, com a promessa de tornar o mercado de arrendamento mais atrativo para proprietários e investidores, sem perder de vista a necessidade de garantir rendas mais moderadas para quem procura casa.


Entre os principais benefícios anunciados está a isenção de IRS e IRC sobre os rendimentos prediais obtidos em contratos de arrendamento habitacional, bem como em situações de subarrendamento habitacional, desde que sejam respeitados os limites máximos de renda que vierem a ser definidos.


A proposta prevê ainda a aplicação da taxa reduzida de IVA de 6% em determinadas empreitadas relacionadas com habitação própria permanente ou com imóveis destinados ao arrendamento com rendas moderadas.


A estas medidas juntam-se também a redução da tributação sobre rendas habitacionais moderadas, a isenção de mais-valias reinvestidas em imóveis afetos a este tipo de arrendamento, a criação dos Contratos de Investimento para Arrendamento (CIA) e o aumento da dedução de rendas em sede de IRS.


Outro dos pontos em destaque é a definição de um critério mais objetivo para enquadrar este regime: os contratos deverão respeitar rendas até 80% da mediana do valor por metro quadrado em cada concelho. A medida procura alinhar os valores com a realidade local e introduzir maior previsibilidade num mercado que, até aqui, tem dependido de incentivos dispersos e frequentemente pouco claros.


Apesar da ambição da proposta, continuam por esclarecer vários aspetos essenciais da sua aplicação prática.


Mantêm-se em aberto os contornos concretos para 2026, nomeadamente os limites máximos de renda, os critérios de elegibilidade, os mecanismos de fiscalização, a forma de monitorização do regime e o grau de articulação entre as diferentes entidades públicas envolvidas.


Para já, o novo regime gera expectativa e interesse no setor. No entanto, enquanto não forem conhecidos os detalhes da sua execução, permanece a incerteza sobre o verdadeiro impacto que poderá ter no mercado de arrendamento habitacional.

Vender casa sem contratar uma imobiliária para poupar: há riscos?

Vender casa sem contratar uma imobiliária para poupar: há riscos?

Deve ponderar-se se a poupança financeira que significa não recorrer a uma mediadora na hora de vender casa vale a pena.

Deve ponderar-se se a poupança financeira que significa não recorrer a uma mediadora na hora de vender casa vale a pena.

Quando se vende uma casa é normal que o proprietário a tente vender sem ter uma mediadora imobiliária envolvida.

Mas será que é uma boa solução, ou será de facto melhor recorrer a um profissional.


Será que há riscos de vender casa sem contratar um agente para poupar na comissão a pagar?


Vejamos este caso específico: um particular que pretende vender a casa tem duas ofertas dos vizinhos, sendo que a casa já foi avaliada no ano passado. Ou seja, tem-se uma ideia de quanto pode custar atualmente.


Se decidir vender o imóvel para um dos dois compradores sem ter a ajuda de um profissional, o vendedor poupa o custo e a comissão da agência imobiliária. Além disso, tendo apenas essas duas opções de venda, evita ter de mostrar a casa várias vezes e organizar as visitas, preparar o interior da casa, etc.

​​​​​​​

Mas nem tudo são vantagens. Helen Curtis-Goulding, sócia especialista em imóveis da empresa Fladgate, explica quais são as desvantagens de optar por fazer a venda de uma casa sem a ajudar de um mediador:





Quando se vende uma casa é normal que o proprietário a tente vender sem ter uma mediadora imobiliária envolvida.

Mas será que é uma boa solução, ou será de facto melhor recorrer a um profissional.

Será que há riscos de vender casa sem contratar um agente para poupar na comissão a pagar?


Vejamos este caso específico: um particular que pretende vender a casa tem duas ofertas dos vizinhos, sendo que a casa já foi avaliada no ano passado. Ou seja, tem-se uma ideia de quanto pode custar atualmente.



Se decidir vender o imóvel para um dos dois compradores sem ter a ajuda de um profissional, o vendedor poupa o custo e a comissão da agência imobiliária. Além disso, tendo apenas essas duas opções de venda, evita ter de mostrar a casa várias vezes e organizar as visitas, preparar o interior da casa, etc.

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Mas nem tudo são vantagens. Helen Curtis-Goulding, sócia especialista em imóveis da empresa Fladgate, explica quais são as desvantagens de optar por fazer a venda de uma casa sem a ajudar de um mediador:

O valor de mercado: quanto vale a minha casa?

Fonte:  https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2022/01/31/50742-vender-casa-sem-contratar-uma-imobiliaria-para-poupar-ha-riscos

Os proprietários avaliaram a casa há um ano, então o valor provavelmente é diferente.

Podem haver compradores dispostos a pagar muito mais que o preço oferecido depois de avaliar um pouco as ofertas existentes. Os consultores imobiliários conhecem o mercado muito mais profundamente que um proprietário que não tenha referências e podem ter uma visão muito mais ampla para calcular um preço rentável.

O know how de um mediador imobiliário

O know how de um mediador imobiliário

É importante ter em mente que um consultor imobiliário tem mais experiência na hora de fechar negócios.

Não falamos apenas da capacidade de negociação, mas também de fatores financeiros.


Para escolher um comprador, primeiro é necessário saber se ele tem estabilidade económica suficiente para pagar o imóvel. Pedir uma prova que justifique a sua capacidade financeira pode ser um pouco constrangedor para o proprietário, nomeadamente se for alguém que conhece, por isso ter uma terceira pessoa encarregada desse processo é um alívio.


Não seria a primeira vez que os vendedores acabariam por ter de recorrer à Justiça porque, afinal, o comprador não tinha fundos suficientes para avançar com o negócio.

É importante ter em mente que um consultor imobiliário tem mais experiência na hora de fechar negócios.

Não falamos apenas da capacidade de negociação, mas também de fatores financeiros.


Para escolher um comprador, primeiro é necessário saber se ele tem estabilidade económica suficiente para pagar o imóvel. Pedir uma prova que justifique a sua capacidade financeira pode ser um pouco constrangedor para o proprietário, nomeadamente se for alguém que conhece, por isso ter uma terceira pessoa encarregada desse processo é um alívio.


Não seria a primeira vez que os vendedores acabariam por ter de recorrer à Justiça porque, afinal, o comprador não tinha fundos suficientes para avançar com o negócio.

Ter de decidir sem a ajuda de um consultor imobiliário

Ter de decidir sem a ajuda de um consultor imobiliário

Quando se trata de compradores conhecidos, escolher entre um e outro pode ser difícil. Quando existe um consultor imobiliário, ele encarrega-se de avaliar os fatores económicos e dar ao vendedor uma opção mais lucrativa, sem contar com sentimentalismos ou compromissos sociais que possam complicar a negociação.

 

É normal surgirem problemas no processo, sendo mais fácil deixar o mesmo nas mãos de um profissional em vez de ter de tratar do assunto diretamente com as partes envolvidas.

 

Vender uma casa é sempre stressante e complicado, pelo que deve ponderar-se se a poupança financeira que significa não contratar uma mediadora imobiliária vale a pena.

Quando se trata de compradores conhecidos, escolher entre um e outro pode ser difícil. Quando existe um consultor imobiliário, ele encarrega-se de avaliar os fatores económicos e dar ao vendedor uma opção mais lucrativa, sem contar com sentimentalismos ou compromissos sociais que possam complicar a negociação.


É normal surgirem problemas no processo, sendo mais fácil deixar o mesmo nas mãos de um profissional em vez de ter de tratar do assunto diretamente com as partes envolvidas.


Vender uma casa é sempre stressante e complicado, pelo que deve ponderar-se se a poupança financeira que significa não contratar uma mediadora imobiliária vale a pena.

Vícios ocultos em imóveis: direitos e como reclamar em Portugal.

Vícios ocultos em imóveis: direitos e como reclamar em Portugal.

Os vícios ocultos em imóveis são defeitos que não eram visíveis no momento da compra. Descobre como e a quem reclamar.

Compraste uma casa e, passado algum tempo, começaram a surgir infiltrações, fissuras nas paredes ou problemas na instalação elétrica?

 

Podes estar perante vícios ocultos em imóveis. Assim são designados os defeitos que já existiam antes da compra do imóvel, mas que infelizmente não eram visíveis numa inspeção normal.

 

Estas situações podem gerar não só alguma revolta como custos acrescidos.

Mesmo assim, não precisas de te alarmar, porque a lei portuguesa protege o comprador.

Neste guia ficas a saber o que são vícios ocultos, quais são os teus direitos, os prazos legais e os passos para reclamar.

Os vícios ocultos são defeitos de construção, instalação ou de estrutura que já existiam quando compraste o imóvel, mas que não podiam ser detetados na vistoria.


Ao contrário dos defeitos aparentes, como tinta danificada ou azulejos partidos, a maioria destes problemas só se tornam visíveis depois da utilização do imóvel, e podem surgir semanas, meses ou até anos mais tarde. Entre os exemplos poderemos destacar: 

  • Infiltrações ou humidade após chuva intensa;
  • Fissuras em paredes, tetos ou pavimentos;
  • Defeitos na instalação elétrica;
  • Problemas nas canalizações;
  • Portas e janelas mal instaladas;
  • Pragas e infestações;
  • Isolamento térmico ou acústico insuficiente

Quando estes defeitos já existiam antes da compra, podes exigir responsabilidades ao vendedor ou construtor.



Os vícios ocultos podem ser defeitos exteriores?


Sim, os vícios ocultos também podem afetar elementos exteriores do imóvel.

Entre os exemplos mais comuns estão fissuras estruturais nas fachadas, infiltrações na cobertura, problemas na impermeabilização de varandas e falhas no isolamento térmico ou acústico.

​​​​​​​Até pragas, como infestações de baratas detetadas no exterior da propriedade, podem ser consideradas vícios ocultos.

Os vícios ocultos são defeitos de construção, instalação ou de estrutura que já existiam quando compraste o imóvel, mas que não podiam ser detetados na vistoria.


Ao contrário dos defeitos aparentes, como tinta danificada ou azulejos partidos, a maioria destes problemas só se tornam visíveis depois da utilização do imóvel, e podem surgir semanas, meses ou até anos mais tarde. Entre os exemplos poderemos destacar: 

  • Infiltrações ou humidade após chuva intensa;
  • Fissuras em paredes, tetos ou pavimentos;
  • Defeitos na instalação elétrica;
  • Problemas nas canalizações;
  • Portas e janelas mal instaladas;
  • Pragas e infestações;
  • Isolamento térmico ou acústico insuficiente

Quando estes defeitos já existiam antes da compra, podes exigir responsabilidades ao vendedor ou construtor.



Os vícios ocultos podem ser defeitos exteriores?


Sim, os vícios ocultos também podem afetar elementos exteriores do imóvel.

Entre os exemplos mais comuns estão fissuras estruturais nas fachadas, infiltrações na cobertura, problemas na impermeabilização de varandas e falhas no isolamento térmico ou acústico.

​​​​​​​Até pragas, como infestações de baratas detetadas no exterior da propriedade, podem ser consideradas vícios ocultos.

O que são vícios ocultos em imóveis?

O que são vícios ocultos em imóveis?

Como agir perante vícios ocultos num imóvel?

Como agir perante vícios ocultos num imóvel?

Se descobrires defeitos ocultos na tua casa, é importante agir rapidamente. Começa por: 


1. Reunir todas as provas: como fotografar e filmar os defeitos, registar as zonas afetadas, guardar evidências da evolução do problema, solicitar um relatório técnico de um engenheiro civil ou perito em construção. Será esta a documentação para sustentar qualquer reclamação;


2. Notificar o vendedor ou construtor: deves informar formalmente o responsável. A comunicação deve ser feita por carta registada com aviso de receção, ou email com confirmação de leitura. Na notificação, descreve de forma clara quais foram os defeitos identificados, quando surgiram, quais as áreas da habitação afetadas e estabelece um prazo para a respetiva reparação;


3. Resolver a situação por acordo: se o vendedor ou construtor reconhecer os defeitos, podes negociar uma solução, como reparação dos defeitos sem custos, substituição de elementos danificados, redução do preço do imóvel. Sempre que possível, pede confirmação por escrito e prazos concretos para as obras;


4. Recorrer a apoio jurídico: se o responsável recusar reparar os defeitos, poderá ser necessário consultar um advogado especializado em direito imobiliário.Em casos mais graves, o tribunal pode determinar a reparação, indemnização ou anulação do contrato. 


Nota ainda que a legislação portuguesa protege o comprador de imóveis com defeitos ocultos através dos artigos 913.º a 922.º do Código Civil, permitindo exigir reparação, redução do preço ou anulação da compra. 

Quanto tempo tenho para reclamar os vícios ocultos?

Quanto tempo tenho para reclamar os vícios ocultos?

Se notares vícios ocultos na tua casa podes e deves denunciar o defeito ao vendedor até 1 ano após o conhecer.

Além disso, dispões de até 6 meses após a denúncia para intentar ação judicial. No caso de imóveis novos adquiridos a construtores ou promotores, podem ainda aplicar-se garantias de construção que chegam a 10 anos para defeitos estruturais.


Quanto mais cedo comunicares os vícios ocultos, maior a probabilidade de resolver o problema sem litígios prolongados. Efetivamente o processo será tratado da maneira mais apropriada se contares com a ajuda de um advogado. 

Quais são os direitos do comprador?

Quais são os direitos do comprador?

Embora nem sempre seja possível evitar todos os riscos, há cuidados que podem fazer a diferença:

  • Avaliar a reputação do construtor ou promotor
  • Consultar o registo predial
  • Solicitar uma vistoria técnica independente
  • Verificar instalações elétricas e canalizações
  • Confirmar licenças e histórico de obras

Para minimizar o risco de adquirir uma casa com vícios ocultos toma alguns cuidados antes da compra, como avaliar a reputação do construtor ou promotor, consultar o registo predial na Conservatória, solicitar uma vistoria técnica independente, verificar canalizações, eletricidade e estrutura, e confirmar licenças e histórico de obras.

Embora nem sempre seja possível evitar todos os riscos, há cuidados que podem fazer a diferença:

  • Avaliar a reputação do construtor ou promotor
  • Consultar o registo predial
  • Solicitar uma vistoria técnica independente
  • Verificar instalações elétricas e canalizações
  • Confirmar licenças e histórico de obras

Para minimizar o risco de adquirir uma casa com vícios ocultos toma alguns cuidados antes da compra, como avaliar a reputação do construtor ou promotor, consultar o registo predial na Conservatória, solicitar uma vistoria técnica independente, verificar canalizações, eletricidade e estrutura, e confirmar licenças e histórico de obras.

Fonte: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2026/03/24/74372-vicios-ocultos-em-imoveis-direitos-e-como-reclamar-em-portugal

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